É aquela impaciência, aquele desconforto, aquela sensação estranha que não se explica. É uma necessidade de se expôr, de argumentar, de corrigir, de aconselhar e muitos outros verbos, desse tipo que necessita de complemento, assim como eu preciso. É muita coisa somada a tantas outras coisas, a explosão de um cabeção cheio de pensamentos e reflexões, um corpo pesado, um espírito dourado ou, talvez, pintado de ouro.
É uma overdose de sensações que me assola, um porre de sentimentos e uma ressaca insuportável da rotina. E já se foram os tempos em que sorrir era fácil, não sentir falta porque tudo estava perto e já se foram os tempos em que essas sensações eram mais reais, hoje são apenas cicatrizes. E já se foram as cicatrizes também, sobrando em mim aqueles grandes traços que arranharam minha alma pintada.
É aquele embaraço, aquele conserto e aquela vontade de fazer alguma coisa diferente...
É a vontade de firmar a mente e colocar os pés no chão mais uma vez.
Familiaridade pessoal
quarta-feira, 8 de agosto de 2012

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