Reparei que vivo em função de buscar o que é abstrato. Quer dizer, não só eu, mas muita gente também. Não há quem não questione o sentido da vida, exceto que esteja bem o suficiente pra deixar isso passar, mas mesmo assim não acredito muito nessa possibilidade. Questionamos o futuro, cavamos o passado e absorvemos o presente, isso num ciclo infinito e atemporal. Queremos amizade, amor, sucesso, paz, honestidade, prosperidade e mais uma infinidade de sentimentos que, por muitas vezes, passam a nos apresentar como necessidades básicas. Encaro essas coisas como elementos de um único conjunto, cujo qual não darei um nome matemático como conjunto A, B ou C, mas sim um nome abstrato: Felicidade. E que conjunto pertinente!
Incrível como a harmonia desse conjunto pode ser perturbada pela ausência de algum de seus elementos e a facilidade com que isso acontece. Às vezes de forma passageira e outras vezes de forma um pouco mais marcante e em diferentes níveis. Dos níveis que te deixam um arranhão aos que te marcam com cicatrizes.
E eu não sei como terminar esse texto. Primeiramente porque para falar de coisas abstratas é necessário uma abordagem mais abstrata, o que deixaria meu texto ainda mais abstrato do que me parece. Segundo porque esse conjunto Felicidade exprime experiências e vivências um tanto quanto pessoais e de cunho fortemente emocional. E, finalmente, porque Felicidade deve conter elementos diferentes para cada um de nós, pois é isso que nós faz diferentes uns dos outros, é isso que nos faz buscar pelo abstrato, é isso que impulsiona nossa vontade de sonhar e de introduzir a nós mesmos nesse conjunto. E mesmo que seja abstrato a ideia de buscar pelo abstrato, na nossa cabeça, no nosso coração e na nossa alma, no nosso mais denso e secreto interior isso faz algum tipo de sentido. Ou mesmo que não faça, ainda acredito que valha a pena.
Abstrato
segunda-feira, 30 de julho de 2012

One response to Abstrato
Adorei o que e do jeito que você escreveu! Faz entender e "aceitar" esse conjunto. Vou acompanhando o blog daqui pra frente e fuçando lá atrás, rs. Também faço questão de enfatizar essa passagem, que gostei muito: "Questionamos o futuro, cavamos o passado e absorvemos o presente, isso num ciclo infinito e atemporal".
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