Milhões de partículas, uma necessidade de mudança, um sentimento retraído e abstrato. Sentimento abstrato talvez seja redundante, talvez não. Talvez sentimentos tenham formas, cheiros, gostos e texturas diferentes. Mas o que são sentimentos sem pessoas pra se hospedar? Eu gosto mesmo é de pessoas. Gosto de pessoas que sentem, pessoas que cantam, que gritam, que correm. Gosto daqueles que dão sorrisos, dos que choram e até dos que conseguem fazer ambos ao mesmo tempo. Tenho carinho por aqueles que dão abraços, apertos de mão, beijos no rosto, aqueles que te fazem se sentir especial. Gosto de pessoas que explodem entusiasmadas, pessoas que não têm medo de mostrar o que elas são, do que são feitas e o que buscam. Gosto de pessoas e de sentimentos que unidos exercem um magnetismo tão poderoso que te faz ter vontade de derramar algumas lágrimas em homenagem à beleza de tudo o que acontece à sua volta. O fenômeno da vida que eclode a cada instante, cada piscar de olhos. E esse magnetismo nos conduz ao infinito, que nos conduz ao nosso interior, que nos conduz a nós mesmos. E essa longa jornada se estende infinitamente. E todos buscamos por respostas para questões sem respostas. E todos buscamos um sentido. Todos buscamos um viver, um sentir, um pensar. Todos buscamos o auto-conhecimento. E continuamos buscando, tentando decifrar, dançar, pintar, moldar, cantar e se adequar a esse processo fascinante que é a arte do viver. E por que não a arte do sentir? Tudo faz parte do todo e o todo se forma de todas essas milhões de partículas.

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